sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma morte anunciada

Tive hoje conhecimento, através de um órgão de comunicação social nacional, que a unidade fabril Delphi da Guarda encerra no fim do ano. Nada de novo... Lamento, sinceramente, por mais 400 pessoas colocadas no desemprego.

Nada de novo? Pois é verdade, a partir do momento que esta unidade fica sem uma administração local, era fácil adivinhar que seria uma questão de tempo que a unidade fosse fechar as portas. Não consigo perceber como a determinada altura esta unidade era apresentada como uma das melhores do grupo Delphi e, de um momento para o outro, é esvaziada de produção, sendo esta encaminhada para outras unidades.

São mais 400 pessoas desempregadas no concelho da Guarda... Claro que isto me preocupa bastante. Primeiro, porque são mais umas quantas famílias candidatas a engrossar a taxa de risco de pobreza e, em segundo, porque na verdade o concelho da Guarda não está preparado para absorver este número de desempregados.

Ainda não vi ninguém, do poder local e poder central, a responsabilizar a Delphi pelo contributo de empobrecer uma região. A Delphi tem responsabilidades. Serviu-se durante muitos anos da mão de obra da região, logo não pode abandonar assim uma região... vamos embora que isto não é nada connosco! Depois temos o "mono" do edifício. Qual será o destino do edifício? Mais um edifício destinado a ruínas? A Delphi também tem responsabilidade neste campo. Será que era difícil tentar vender o edifício a outra industria e, assim, garantir postos de trabalho para a região? Não sei... estou a sonhar?

Resta a Dura... essa sim, ainda vai dando boas novas à região. Aguentou-se, trabalhou bem. Neste momento está em criação uma nova unidade de produção na Dura, que segundo a mesma vai empregar perto de 400 pessoas. Pode ser que esteja aí a solução para este 400 desempregados. A eles um voto de esperança, não baixem os braços.

Até um próximo post.

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