segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ninho de Empresas

Numa região fustigada pelo desemprego e em que ofertas de emprego não se avizinham, por falta de industria na região, é necessário ser-se criativo e idealizar soluções potenciadoras de criação de emprego.

É verdade, também, e já o tenho referido em vários wokshops de Técnicas de Procura de Emprego que tenho dado, que a solução, por vezes, para desempregados pode passar por um comportamento empreendedor, no sentido de criar o próprio emprego. Há soluções financeiras disponíveis, tais como, o Microinvest e Invest+ (no âmbito na Iniciativa Emprego 2010), o Microcrédito (já referido neste blog - "Emprego e Microcrédito"), existe o Financia (actualmente com uma taxa de execução, na região da Guarda, muito reduzida) e o pagamento de uma só vez do subsídio de desemprego (mediante apresentação de um projecto de investimento).

No meio disto tudo, qual seria a solução criativa para a região do concelho da Guarda?

A solução que irei apresentar, provavelmente não será criativa em outros concelhos (seria antes a solução mais lógica), mesmo os limítrofes ao da Guarda, mas aqui seria. A solução não é nada mais que... um ninho de empresas.

Um ninho de empresas é criado com o objectivo que incentivar o espírito empreendedor (promover o empreendedorismo) a nível local ou regional, permitindo que novas empresas, nos primeiros anos de vida, tenham um espaço físico para o exercício da sua actividade. As empresas instaladas em ninho de empresas têm, ainda, acesso a apoio técnico e a um acompanhamento, permitindo, assim, uma consolidação do negócio.

O princípio é simples, o problema é que no concelho da Guarda parece ser de difícil concretização.

Várias entidades públicas mostraram-se preocupadas com a situação futura da Delphi, com os futuros 400 desempregados. Contudo, nenhuma apresentou uma solução concreta para minorar a situação. Porque não se poderá oferecer á região um ninho de empresas?

Temos pela cidade da Guarda vários edifícios devolutos, porque não aproveitar e instalar num deles um ninho de empresas! Ou então, sendo maior parte dos edifícios devolutos propriedade de particulares (e há quem goste de se aproveitar da vontade pública e inflaccionar preços), aproveitar a PLIE e construir um edifício para o efeito.

Lembro-me do sucesso do ninho de empresas de Figueira Castelo Rodrigo. Tem sido um empreendimento essencial para a região e, para além de proporcionar um espaço ás empresas novas se instalarem, a edilidade local contribui com um apoio financeiro.

Haja vontade política... Não vejo argumentos para que tal iniciativa não exista na Guarda.

Até um próximo post.

1 comentário:

Carlos Eduardo disse...

Concordo!
Para haver empreendedorismo não podemos apenas exigir às pessoas que se encontram em situação económica desfavorável para investirem o pouco que têm numa ideia, é preciso apoiar técnica e estruturalmente. Neste caso o ninho de empresas muito mais do que promover o empreendedorismo iria garantir a viabilidade económica das empresas.

As condições essenciais para o desenvolvimento de um ninho são: Espaço físico, apoio técnico e científico, vontade politica e empreendedores. A Guarda tem todos estes requisitos menos aquele que é fundamental: Vontade Politica, quando essa existir poderá ser que a própria mentalidade das gentes mude (para melhor) e a Guarda finalmente enfrente o séc.XXI com outro animo.

Carlos