segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Fila da Caixa do Hipermercado

Ser solidário... todos nós assim nos gostamos de apelidar. Agora, sermos solidários, é que duvido que o sejamos. Ser solidário não está só nas palavras, ou na comiseração que temos dos menos afortunados. Está também no agir.

E não é só com os menos afortunados que nos devemos preocupar é, também, com quem nos rodeia. Seja em ambiente familiar, seja num jardim público, seja num hipermercado. Portanto, há uma série de situações que devemos estar atentos e deixar de sermos egocêntricos.

Reparem na seguinte situação: Na fila prioritária de um hipermercado (para grávidas, pessoas com crianças ao colo, idosos e fisicamente incapacitados) estão dois casais. O primeiro na fila está só homem e mulher, com um carro de compras atulhado de bens. O segundo casal, imediatamente a seguir ao anteriormente apresentado, tem um bébé ao colo e um carro de compras com meia dúzia de bens.

O segundo casal, por modéstia, não pede ao primeiro licença para saltar a sua posição. Por outro lado, o primeiro casal, tendo conhecimento que estava numa caixa prioritária, preocupado com tal facto, apressa-se a colocar os seus bens no tapete da caixa registadora. É que assim, o segundo casal, com um bébé ao colo, não teria de esperar muito.

A situação resolvia-a-se facilmente, caso o primeiro casal fosse socialmente solidário. Mas não esteja esse primeiro casal preocupado, não é o único casal socialmente egoísta, todos nós somos.

O problema no futuro não vão ser as medidas do memorando da troika... Mais imposto, menos imposto, mais desemprego, menos desemprego, Portugal irá superar, mais cedo ou mais tarde.

O problema é a velocidade de recuperação da economia, e isso varia em proporção com o nível do que apelidei de solidariedade social. Este é o momento para deixarmos de egoísmos. Ser-se solidário não custa, tanto tem que ser o "patrão" como o "trabalhador". Os sacrifícios não devem ser unilaterais.

Não tem cabimento que se apresente uma medida que vai, unicamente, beneficiar o "patrão" e pedir ao trabalhador que faça um duplo esforço.

Até um próximo post.

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