terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ganhar Confiança...

Terminei o meu anterior artigo da seguinte forma, "O POVO da Guarda merece um PS atento, que acompanhe as pretensões individuais e colectivas das gentes da nossa terra, ...", para, agora, começar por referir que acredito que a política deve ser feita próxima do cidadão.

Passarei a explicar.

O panorama sócio-económico actual, muito por culpa de protagonistas sedentos de poder, criou no cidadão uma enorme descrença nas promessas eleitorais feitas por políticos, tendo como consequência, mais directa, uma descrença no sistema partidário português e nos políticos.

Na verdade, o cidadão eleitor sente-se traído, ouviu o político, votou, confiante, num projecto, e agora observa que tudo em que acreditou, politicamente, resultou em nada. É necessário reconquistar a confiança do eleitor.

E como fazer?

Não sou politólogo, nem é essa a minha pretensão, mas a verdade é que tenho por hábito ouvir as pessoas, ouvir as suas angústias, as suas necessidades, e acabo por ficar estupefacto quando observo que o político, por vezes, acaba por fazer completamente o contrário.

Disso há muitos exemplos. Localmente, quando as pessoas reivindicavam criação de emprego, atracção de investimento e empresas, optou-se por uma regeneração urbana, mal explicada. Ou então, na construção de uma rotunda, num cruzamento que nem tem grande congestionamento, cortando um zona pedonal de excelência, onde tempos idos se tinha gasto bastante dinheiro na requalificação urbana da referida zona.

É necessário ouvir o cidadão, saber quais são as reais necessidades colectivas e agir em consonância.

Lembro-me de um episódio, que se passou comigo, quando fui convidado para integrar a lista do PS Guarda à Assembleia de Freguesia de São Miguel da Guarda. Na altura disse ao então candidato, estávamos nós numa festa popular, que a política se fazia naquele local. Ou seja, a intenção foi dizer que deveríamos estar próximo do eleitorado, ouvi-lo.

Futuramente, os partidos terão um grande desafio, adaptarem-se ou, antes, voltar a ganhar confiança do eleitorado. Para tal, será necessário uma maior abertura à comunidade, chamar as pessoas a darem a sua opinião, por exemplo. Será necessário, a nós, os políticos, sairmos das sedes dos partidos e voltarmos a estar próximo do cidadão.

Este comportamento requer trabalho e empenho, não se compadece com promessas demagógicas e irreais, mas antes com um compromisso de afirmar que o político será mais um veículo, que em conjunto com outras entidades e cidadãos, irá contribuir para a concretização do bem-estar do cidadão.

Sei que o Secretário Geral do PS calcorreou Portugal de lés-a-lés, a ouvir as pessoas, isso dá trabalho e, agora, tem que mostrar capacidade para aplicar o que ouviu, o que lhe pediram, o que promete.

Num concelho, como o da Guarda, em que o território não é grande e a população é cada vez menos, vamos voltar às bases, vamos ganhar confiança. Saber o que as pessoas pensam, anseiam. Ser uma alternativa ao poder actual, fazendo oposição com críticas construtivas, apresentando, sempre, soluções que sirvam o verdadeiro interesse colectivo.

Até um próximo post!

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