terça-feira, 25 de abril de 2017

A Vontade de Crescer...

Cidade do Porto

No fim de semana que antecedeu o Dia da Liberdade, retornei às minhas origens, fui (re)conhecer a cidade do Porto, a Invicta. E que cidade!


Há várias razões para um Homem viajar, as mais óbvias são: negócios, saúde, turismo e família. Mas na verdade, acredito que quando um Homem viaja faz um convite à sua aprendizagem. Voltei ao Porto, desta vez sem ser na correria de compromissos, simplesmente numa calma autêntica que permitiu olhar para a cidade com outros olhos. Olhar as pessoas, os edifícios, a história. Observo que o Porto transformou-se, para melhor!

Foi há 25 anos que deixei a capital do norte, com alguma mágoa, mas com uma enorme vontade de receber a minha nova morada, a cidade da Guarda. Deixei o Porto há 25 anos, uma cidade que na altura era cinzenta, suja, deprimida, pouco convidativa, contudo, uma cidade de pessoas espontâneas que defendiam a sua cidade de forma Invicta. E, ao longos dos anos, o Porto foi-se transformando, para melhor!

Ter voltado, hoje, àquela cidade foi conhecer uma nova cidade. É cosmopolita! Percebe-se que ao longo dos anos houve um enorme investimento na regeneração urbana, com efeitos que toda a Europa reconhece, o melhor destino europeu! A baixa e zona ribeirinha melhoraram, hoje convidam, sem qualquer pudor ou vergonha, que sejam visitadas e contempladas, em outros tempos não era bem assim. E o bairro da Sé? Um bairro conhecido por tão maus motivos, hoje tem as suas ruelas apinhadas de turistas. Resultou o investimento!

O Porto, ao Domingo, é uma cidade com enorme movimento, e não são só turistas. Houve investimento no bem estar para os seus habitantes, e por curioso que seja, a cidade ao lado, Gaia, conseguiu acompanhar essa evolução.

Voltei para a Guarda, tem que ser... Comparar as duas cidades seria uma tarefa injusta. Ambas têm a sua história, mas uma, em tempos, foi beneficiando da sua litoralidade, enquanto a outra acomodou-se na sua interioridade. Mas é possível comparar vontades e projectos que contribuam para o desenvolvimento da cidade. E nisso o Porto teve ambição, a Guarda ficou-se pela intenção!

Na semana em que na Guarda se inicia mais uma Feira Ibérica de Turismo, dou comigo a pensar o quanto falta fazer, em termos de atracção turística na Guarda.

É neste ponto que comparo as duas cidades. O Porto regenerou a sua zona histórica, investiu, e com isso houve efeito de alavancagem, surgiram novos negócios, surgiu mais oferta de emprego. Na Guarda, a zona histórica está, actualmente, igual ao Porto,  anos atrás. Edifícios degradados, uma zona deprimida que não convida a ser visitada.

Durante anos foi faltando à Guarda estratégia no âmbito do turismo, e não só (esses outros deixemos para outras alturas). Hoje, com as estatísticas a confirmarem a afirmação de Portugal, em termos de turismo, como um destino de confiança e qualidade, a Guarda não está a ter a merecida atenção pelo executivo responsável pela sua gestão. O investimento ocorre de forma desestruturada, sem efeitos para a economia. Optou-se por umas regenerações de jardins, que seriam muito mais bem vindas se fossem acompanhadas por um plano estratégico para a promoção turística, mais uma vez, e não só, do nosso Concelho.

Bem sei que está aí o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, irei aguardar que comece a aparecer as tais obras estruturantes para o concelho.

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