terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Concelho e a Freguesia... Contributo para um Desenvolvimento Sustentável

Local do Mercado Quinzenal da Guarda (Rádio F)
Enquanto cidadão da Guarda não me posso alhear dos desafios que são colocados ao Concelho, seja através da minha participação em órgãos da administração local (p.e., a Assembleia de Freguesia), seja pelo exercício da cidadania. Quero viver num Concelho que as oportunidades sejam para todos e que não seja preciso sair da Guarda para as encontrar.

Estamos em época eleitoral autárquica, altura em que se vai ouvindo e lendo novos projectos para o nosso Concelho. Durante estes últimos quatro anos de governação autárquica, em coligação entre PSD e CDS, facilmente se pode projectar o que se espera para o Concelho da Guarda. Embora se tenha vivido um período de ânsia festivaleira, na verdade, se espremermos o fruto não se pode esperar grande sumo.

Foram quatro anos sem qualquer projecção estratégica do Concelho, o desenvolvimento económico foi curto sem resultados positivos a medio e longo prazo. Houve a opção de gastar milhões em rotundas e outras requalificações, em vez de se investir em algo que trouxesse retorno económico e social para o Concelho.

É necessário fazer mais, muito mais. É necessário olhar para os equipamentos ou infraestruturas construídas em outros tempos para projectar um desenvolvimento sustentável.

Entre muitas propostas que aqui poderia fazer, a par de outras que entretanto fui fazendo, vou-me focar em dois assuntos que penso que sejam necessários para a o desenvolvimento sustentável do Concelho da Guarda.

O primeiro, sendo já uma repetição neste blog, será os transportes urbanos e suburbanos. As freguesias da Guarda, como em muitas freguesias por este país, têm sofrido de um mal relacionado com movimentos demográficos, a desertificação e o envelhecimento da população. Estes movimentos levam a um outro, o isolamento das pessoas.

Se tivermos em consideração a distância entre as freguesias e a sede de Concelho, em média, as mais distantes, não distam em mais de 20 km. Contudo, com a actual rede de transportes essas distâncias acabam por serem maiores, ou seja, a fraca mobilidade provoca a distância entre as pessoas e os serviços centralizados na sede de Concelho.

A proposta será investir numa rede confirma de transportes urbanos e suburbanos que sejam um instrumento de coesão territorial, permitindo uma maior mobilidade das pessoas e acessibilidade a serviços essenciais.

A segunda proposta está relacionada com o espaço da feira quinzenal. Em todas as campanhas eleitorais este assunto acaba por ser um dos temas dos programas das candidaturas. Todos concordam que o local da feira não oferece as melhores condições aos comerciantes e consumidores. A feira quinzenal deveria ser um elemento âncora da zona onde se realiza e do próprio Concelho. Deveria arrastar com ela outros serviços e comércio, como também pessoas/clientes.

Somos todos da opinião, creio eu, que o espaço não oferece quaisquer condições, até tendo em atenção o clima e a segurança de quem por lá passa.

Assim, proponho uma das seguintes hipóteses: primeira, obras de requalificação do espaço, dando-lhe a dignidade devida e garantir condições para as partes interessadas, com novos serviços e estruturas de apoio; segunda, mudar a feira para o parque de estacionamento do Mercado Municipal, funcionando em complementaridade com esse equipamento e com o restante comércio e serviços da Guarda.

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