domingo, 26 de novembro de 2017

A Linha da Beira Baixa... Um Impulso para o Desenvolvimento Regional


Finalmente!

Decorreu, no dia 25 de Novembro, na Guarda, a cerimónia que assinalou a adjudicação da empreitada para a Modernização do Troço Ferroviário Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa. A cerimónia contou com a presença do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, que referiu que com a conclusão desta importante obra será possível, também, a concordância com a Linha da Beira Alta, projectando a região como uma zona estratégica de desenvolvimento logístico.

A concordância das duas linhas evitará o congestionamento e permitirá uma maior fluidez no transporte de pessoas e de mercadorias.

Os factos.

A Linha da Beira Alta já faz parte do chamado Corredor Atlântico. Este corredor é constituído por troços da infraestrutura ferroviária existente e planeada entre Sines/Setúbal/Lisboa/Aveiro/Leixões – Algeciras/Madrid/Bilbao /Saragoça – Bordéus/La Rochelle/Nantes/Paris/Le Havre/Metz/Strasburgo – Mannheim, transpondo as fronteiras em Vilar Formoso/Fuentes de Oñoro, Elvas/Badajoz, Irun/Hendaye e Forbach/Saarbrücken.

De acordo com a informação no site das Infraestruturas de Portugal, IP, a Linha da Beira Baixa também irá fazer parte do Corredor Atlântico, permitindo o desenvolvimento do mercado interno, nomeadamente através da ligação das regiões periféricas às regiões centrais da União Europeia.

Portanto, a Guarda está, logisticamente, bem posicionada para se afirmar como um pólo importante da logística em Portugal. A Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) está no cruzamento de duas autoestradas, a A23 e a A25, e no cruzamento de duas linhas férreas, Linha da Beira Alta e Linha da Beira Baixa, permitindo a ligação entre pólos industriais europeus e nacionais. Foi uma aposta acertada (mas aconteceu antes no ano de Nosso Senhor 2013)!

O impulso.

A conclusão da modernização da Linha da Beira Baixa, com a conclusão prevista no primeiro semestre de 2019, poderá funcionar como alavanca desta região do Interior. Isto só vem confirmar que esta região de Portugal necessita que haja um forte investimento em infraestruturas que são estruturantes para a sua atractividade económica.

Não chega acabar com as portagens na A23 e A25, não chega criar uma discriminação positiva fiscal para empresas que aqui se queiram instalar. O ideal era que as referidas medidas fossem complementares a investimentos estruturantes, permitindo a competividade da região.

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