A Visita... Autobiografia



Hoje, como tantas outras vezes, fiz-te uma visita 
E, como tantas outras vezes, não estavas
Insisto neste desejo, estar aqui, ao pé de ti
Mas, como tantas outras vezes, fico só aqui
A olhar para a porta, a aguardar que a abras
E, aí sim, corro logo para teus braços 
Sei que nunca mais irá ser assim, contigo aqui
Duvido da minha capacidade mental 
Em acreditar que algum dia não teremos um monólogo 
Já não é esperança, nem desejo ou saudade
É angústia da minha incapacidade
De ser e ter o horizonte raiado pelo sol
Mas, como tantas outras vezes, volto a ti
A algo que já foi e não devia ter fim
Que me elucides, esclareças, me orientes
Raio de amarra que me prende e teima em não soltar
Estar aqui, como outras tantas vezes, à espera de ti

1 comentário:

Antonieta disse...

Como sempre quando escreves ao teu pai, fico maravilhada e emocionada. O bom é saber que estejam onde estiverem sempre olham para que o nosso caminhar seja leve mesmo com percalços pelo caminho. Se te serve de algum alento digo-te que sempre que estou com dúvidas, problemas ou saudades falo com eles…. Sei que de alguma forma ouvem-me!����

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