quinta-feira, 7 de maio de 2026

Versos de Ouro e Pó

Imagem gerada por IA generativa Adobe FireFly


Ó Deus que te enxortei
Em cântico de penar
Para a dor tentar atenuar
Enquanto só caminho

Um música que ouço
Livre no ruído da cidade
Recorda-me de quando fui moço
E em tudo ouvia uma só verdade

Recorro a ti alma celestial
Durante o caminho por mim a amainar
Sem me dar conta que ser de novo jovial
É como árvore que seca sem abanar

Deixei de rezar mas não por fraco credo
Entrar e adorar tectos e adornados santos
Em talha de ouro talhados a sofrido dedo
Só me visita dor em pensar nos dourados ritos

Escrevi dois líricos poemas a bocejar
Um sobre Tua filha que tanto adorais
Outro sobre Teu filho que dizeis amar
Mas que os tornaste venerados mortais

Diz a Santa Sé
Penosa da sua fé
Que as palavras não adornam 
E eu a pensar que eram só versos que de mim vazaram

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