Todos os livros merecem um marcador
mesmos os mais pequenos e reguilas
um marcador que não seja rude
Que docilmente nos faça recordar
as palavras já ditas e
outras tantas que restam para vivenciar
Funciona como um diário poético focado na introspeção, abordando temas como a efemeridade, dualidades, e a busca por sentido. Os poemas utilizam linguagem metafórica para explorar conflitos internos e o quotidiano, caracterizados por um estilo de "movimentos lentos" e observação deslumbrada.
A aguardar o solstício de verão
ido o tempo de agasalho despido
aguardam inertes sem embalo
as árvores vigilantes sem quererem incomodar
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| Foto de Nihal Demirci Erenay na Unsplash |
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| Foto: Nuno Laginhas |
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| Ilustração: Marta Nunes |
Todos os livros merecem um marcador mesmos os mais pequenos e reguilas um marcador que não seja rude Que docilmente nos faça recordar as pal...