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quarta-feira, 15 de junho de 2022

(Re)Encontro, Na Esplanada



A Primavera sempre vem
(é uma verdade comum)
mesmo que uma árvore decida hibernar
e não mais voltar
haverá sempre uma flor a seu lado
a florir como se dissesse
entre as suas rosadas pétalas
"A vida é para ser a sorrir".
E nesta verdade tão comum
esta máxima que alimenta toda a esperança
ele decidiu que era tempo de avançar
começou a caminhar
Embora todo o seu ser tremia
para a (re)conhecer.
Ele sabia
"Que mulher bonita, genuína alegria",
abismado no sorriso florido dela
pensou "esta é a minha primavera".
E não quis só um café
ou dois dedos de banal conversa
Quis perpetuar por horas inacabadas
em ela, a sua alegria.
Desejou acabar com o Outono e o Inverno,
não voltar a vaguear entre a chuva e o frio
Só abraçar e cuidar
essa flor que ao lado dele floriu.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Vale Meu

Picture by Sophia Wild, Atração e Fuga do Abismo

Era um vício inalcançável por algo
Disfarçado pelo engano do tempo

Tenho agora o que não via
A obsessão do verde vale resplandecente
Numa vontade antes omitida
Afastada por um rio cadente

Deixou de ser sentimento em falta
Para me trazer de regresso
Agora que deixei temer a corrente do rio

Existem margens em todo o vale
Mas só um porto de abrigo me interessa

Não há receio que me assalta
No verde vale resplandecente
Que me entrelaça nos vigorosos ramos
E esbatesse a expectativa dos dias
Para reforçar o suave sabor do momento 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Noutro Tempo

Photo by Jr Korpa on Unsplash


São noites,
às vezes, umas atrás de outras
que sonho contigo,
em dias de outros tempos, 
o fulgor de momentos.

Em outros tempos que pouco viaja,
bastava o encanto do horizonte
que a minha vista alcançava.

O sonho ali ficava
na certeza da tua presença, 
limpo e calmo
como se fosse desenhado a esquadro.

Foi em outros tempos
que agora são memórias
em visita nos meus sonhos,
que infligem importunar
o caminho que tenho para andar.

São noites,
na certeza de novos dias,
mas sem nunca esquecer
que outros tempos
são agora novos tempos de viver. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Carvão



Mexer no carvão
faz-me perder a claridade, 
a limpeza da minha mão. 
É como alma amanhecida
que um dia, em Inverno, 
Ficou triste, escurecida

Por mais palavras que desenhe
ou rimas procure, 
a tormenta mais acentua
em comoção aflitiva
na expectativa impaciente
de procurar a torneira
e enxaguar a mão do negro ambiente. 

É como a alma lavar, 
em despertar de sentidos, 
de nova aventura
e esperança na palavra conjugar. 

Poema em Destaque

Opinião da Dana

Os sonhos emigraram À boleia de pássaros aventureiros E um jardim, de esplanadas Sem ninguém, florido Impera o silêncio de breves conversas 

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