Não quero ouvir
Não quero olhar
E diluir mais a vontade de querer fugir
Ou querer ficar e deixar-me estar
Neste só destino
Como se um rio não desaguasse no mar
Por não saber nadar
Não quero o verbo
Atormentar
Nem gritar com desejo o concretizar
Basta de flores plastificadas
Perdendo a cor desde a alvorada
Por hoje, por amanhã
E por depois também
Só um tempo para descansar
E os verdes saudosos campos observar
As perdizes, os coelhos e outros animais a saltitarem
Sem ser a Terra a rodopiar
Cada árvore de raiz plantada
Sóbria mantendo-se em pé
Acompanhada pelos pássaros que passam
Dem ser o vento a empurrar
Simples, sem demais
Quero isto e basta!
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