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domingo, 19 de abril de 2026

Vento

Uma pétala
e mais outra
agora mil, em alegria

Um bailado
de corrupio
em Maio, das maias

Do vento
já pouco frio
em doce ondulação sem aflição

As verdes ondas
dos campos, agora inquietos
sem o frio álgido

Sussurros mensageiros
em melodias
de baladas, de uma nova paixão

sábado, 2 de março de 2024

Funeral do Inverno

Foto: Nuno Laginhas 


Dobram os sinos
Morreste!
Capado em teu mau feitio 
odes ao negro e teu sobrenatural 
num instante riso envergonhado
 
E um longo choro irritante 
que derramaste em calçadas
sobre vultos em luto sentido
Morreste!

Deixa-nos agora cantar e dançar 
em rituais de fertilidade 
Guardar o nosso luto 
e, agora sim, viver 
sair da clausura para onde nos enviaste 
em passos menos apressados 
Que ao teu funeral vais sozinho 

É uma bênção 
os apaixonados envolvem-se
descobrem-se peles
intriga-se silhuetas sob leves sedas
só porque tu morreste
e nos dás de novo esperança

quarta-feira, 15 de junho de 2022

(Re)Encontro, Na Esplanada



A Primavera sempre vem
(é uma verdade comum)
mesmo que uma árvore decida hibernar
e não mais voltar
haverá sempre uma flor a seu lado
a florir como se dissesse
entre as suas rosadas pétalas
"A vida é para ser a sorrir".
E nesta verdade tão comum
esta máxima que alimenta toda a esperança
ele decidiu que era tempo de avançar
começou a caminhar
Embora todo o seu ser tremia
para a (re)conhecer.
Ele sabia
"Que mulher bonita, genuína alegria",
abismado no sorriso florido dela
pensou "esta é a minha primavera".
E não quis só um café
ou dois dedos de banal conversa
Quis perpetuar por horas inacabadas
em ela, a sua alegria.
Desejou acabar com o Outono e o Inverno,
não voltar a vaguear entre a chuva e o frio
Só abraçar e cuidar
essa flor que ao lado dele floriu.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Maio



Acordou radiosa esta sexta-feira
Maio verde e florido
Um coro de pássaros em canto de poesia
Esta manhã verdadeira
Não se esconde entre mantos
Tocam os grilos a primaveril sinfonia
Que um abraço é refresco para o dia
E um beijo a minha alegria

Invadem as ruas aromas dos jardins
Dos verdes campos e afins
Trazidos em toques de misteriosas brisas
Da ausência que me faz delirar
Um abraço, um beijo, o conforto da tua presença

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