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sábado, 16 de julho de 2022

Noite de Verão



Deito-me, envolto pela tormenta do lençol
como ondas que voltam e revoltam
não param
Estas noites de Verão na fornalha do Inferno 
E... Provavelmente mereço!
Despertar a arder
sem ser este o meu sofrer
Entre o pânico de procurar o ar
Perguntar 
Porque foste, assim tão breve?
Sem aguardar
Agora que os Demónios e Arcanjos bailam
Juntos! 
que o Céu e o Inferno se uniram
As confidências já não são segredo
perdidas no esperneio de voltas e mil voltas
Que nesta tormenta de calor
já não mais posso perguntar 
Porque te foste!

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Sonhar-te

Photo by Benjamin Davies on Unsplash

Permite-me estar
Refrescar a mente
Quando as noites são quentes
Enquanto o corpo repousa
Trazer o aconchego
Da erva fresca sob a oliveira
E sem imaginar
Apontar
Eis a constelação
Que guarda e aguarda
Todos os segredos
Os encantos e desencantos
Enquanto a mente refresca
Se liberta
Entre os ramos da oliveira
E em mim sonhar-te
Enquanto a noite ainda é quente
E a mente não desaponta
Acreditar
Que cada estrela
É o amor que não desvanece
Nesta cama de erva fresca
Encerrar os dias
Elevá-los ao céu
Para mais uma constelação surgir
A intensidade
Do teu corpo repousar
Num sonho meu
Sentir o teu calor
Quando me tocaste
E ao ouvido segredaste
Desejo-te
Então, permite-me... Sonhar-te

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Maio



Acordou radiosa esta sexta-feira
Maio verde e florido
Um coro de pássaros em canto de poesia
Esta manhã verdadeira
Não se esconde entre mantos
Tocam os grilos a primaveril sinfonia
Que um abraço é refresco para o dia
E um beijo a minha alegria

Invadem as ruas aromas dos jardins
Dos verdes campos e afins
Trazidos em toques de misteriosas brisas
Da ausência que me faz delirar
Um abraço, um beijo, o conforto da tua presença

terça-feira, 3 de maio de 2022

Os Pássaros Voam para Sul?

Photo by Mehdi Sepehri on Unsplash


Disseram-me que os pássaros voam para Sul,
procuram alimento e calor.
A uma distância tão grande e não se perdem,
focados no renovado habitat, voam e voam.
Eu não sei se acredite.
O que vejo são pássaros no céu,
de um lado para o outro como loucos perdidos
mesmo quando o frio aperta
na mais alta cidade da beira.
E assim duvido dessa, quem me disse, certeza.
Eu não tenho sul para onde seguir,
focado no calor de um beijo teu,
como um louco perdido, ando
de um lado para o outro
e não acerto no caminho.
Como é que os pássaros voam tanto?
A mim, nem a brisa ajuda, não indica
se é por acolá o quente sul,
o habitat verde e abundante de abraço teu.
E então não duvido, na minha única certeza,
que os pássaros não voam para sul.

Poema em Destaque

Opinião da Dana

Os sonhos emigraram À boleia de pássaros aventureiros E um jardim, de esplanadas Sem ninguém, florido Impera o silêncio de breves conversas 

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