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Mondego, Mondego encontrei um amigo

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Foto: M. Poderia ser meu amigo que passeasse comigo Preferiu dar um tiro atirar comigo ao rio Escolheu fazer caminho sozinho com seu ar convencido A vitória não lhe escapa mas a glória é nenhuma Mondego, Mondego para onde vais? leva-me agora contigo Já não tenho meus pais e perdi para a luta um amigo Não sou pobre, não sou rico não tenho uma burra nem um penico mas tenho a força para continuar a lutar e mais amigos para abraçar Se são muitos, se são poucos a mim não me interessa nem tão pouco se são loucos para estarmos sentados à conversa Mondego, Mondego para onde vais? leva-me agora contigo Afasta-me destes punhais que na próxima terra tenho um amigo Nem sempre, nem nunca, nem sozinho seja punhal ou arma de tiro que essa força de traição consiga abalar a minha convicção Um amigo, um abraço, um copo de vinho Mondego, Mondego já cheguei e tanto amigo nesta terra encontrei Não volto a caminhar sozinho

Mãos Frias©

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Foto: Nuno Laginhas© Ainda de mãos frias o Inverno junto ao Mondego enregela e suas mãos entrelaçaram-se a hora de viajar aproximava-se só faltava um minuto  os dedos entrelaçados foram com força apertados queriam aquele minuto como se fosse mais um longo dia e o frio do Mondego afirmou esse momento em silêncio tremiam um minuto bastou para a hipotermia para enregelar o adeus nem já o abraço os aquecia hora de embarque as mãos, ainda geladas, separaram-se afastadas começa a chover o Inverno, junto ao Mondego, é assim cruel, distante, frio, cheio de lágrimas