O pião que não pára de girar
Photo by giovanni cordioli on Unsplash Quando pião gira desenha um mundo Descreve na sua dança o relevo da serra O desenfreado movimento citadino Numa praça da aldeia Junta petiz e graúdo Na sua dança há quem assista E outro que o lança Vai o graúdo que o tenta apanhar O rebelde girador Foge o malandro, redopiador Apanhar é que não te apanho És livre e desafiador Volta a rodar e a dançar E um dia vou-te agarrar