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Tardo em...

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Tenho dias que me distraem encobertos sob névoa anestesiante que mitiga todos os sentidos e na bruma ficam diluídos cada vez mais constante A arte lograda da palavra sentida na ocorrência constante em que treme a mão escorraça a certeza para a dúvida e este espaço é só mais um breu com todas as palavras perdidas em borrão Outros dia aquele de muito curto instante só quando o vento forte bafeja são arrepio constante e a caligrafia baila em elaborada coreografia Nesses dias ordeno aos sentidos que não é enxovalho sentir e deixar este corpo exprimir em gritos, choros, sorrisos ou mimos esperando que outros dias sejam idos E sem aviltar o que tenho para dizer na abundância da fina força que aparece, desaparece, e torna aparecer no esconso mais refundido da expectativa Ainda não estou para morrer!

Enxada

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Sem-ti Mãos rudes, calejadas  Gretadas A toque do cabo da enxada Terra seca sem ser regada Cavar, semear Amainar O tempo de germinar  Colher Sem enxada em minha mão  Ou o suor que escorre  Escreveria a suave toque  Mas de alma pobre  Sem ter como alimentar Este fraco escrever

[Quero] Escrever [E] Não [Sei]

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Photo by Marcos Paulo Prado on Unsplash Quero escrever e não consigo Não sai uma palavra, nem símbolo Sinto-me tão apertado neste labirinto Com caneta e papel à minha frente mas não penso e nem faço rabisco A saída deve existir algures E a única coisa que encontro é um espelho Que me prende num reflexo estonteante Não sei se será medo ou vontade de esconder ausentar do do reflexo e começar a escrever Se estou vivo, existo, porque insisto na ilusão, no colorido momento de inspiração? Porque quero escrever e não consigo Não sai uma palavra ou símbolo, Nem desejo de ter amor comigo É sombrio e frio este reflexo de vidro Frágil mas intenso e imenso no vício Que aperta todo o meu ser me impede de criar e escrever Talvez agora possa não ter Aguardarei para recuperar a força Voltar a ter a ilusão e escrever