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Vento de Outono

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Imagem gerada por AI Neste curto espaço que é o tempo umas vezes frio, em poucas ocasiões quente as folhas de Outono desencantam-se depois de um Verão de promessas de cores garridas Abandonam que as viu nascer e as fizeram crescer O vento sopra-lhes novas aventuras ou epopeias até ainda não vividas Vai insistindo em suaves palavras Se não as convence naquele instante do primeiro sussurro irrita-se! Sopra-lhes fortes impropérios Tem um único objectivo, de as fazer abandonar a casa que as viu nascer Umas, de desencanto sofrido, aventuram-se e nesse imediato encantam-se nas doces traiçoeiras palavras do vento Não voltam, desaparecem As outras, que pouco desencanto sentiram, ou de pequenas expectativas agarram-se com a força que vem do medo e nem o vento vituperioso as arranca da mãe Afirma o vento, em última tentativa para as convencer, "está a acabar o vosso tempo, têm que sair! Ou com a vossa mãe vão morrer" Umas, sem notícias das que desapareceram, são convencidas e com o ven...

Tardo em...

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Tenho dias que me distraem encobertos sob névoa anestesiante que mitiga todos os sentidos e na bruma ficam diluídos cada vez mais constante A arte lograda da palavra sentida na ocorrência constante em que treme a mão escorraça a certeza para a dúvida e este espaço é só mais um breu com todas as palavras perdidas em borrão Outros dia aquele de muito curto instante só quando o vento forte bafeja são arrepio constante e a caligrafia baila em elaborada coreografia Nesses dias ordeno aos sentidos que não é enxovalho sentir e deixar este corpo exprimir em gritos, choros, sorrisos ou mimos esperando que outros dias sejam idos E sem aviltar o que tenho para dizer na abundância da fina força que aparece, desaparece, e torna aparecer no esconso mais refundido da expectativa Ainda não estou para morrer!