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domingo, 10 de julho de 2022

Digo-te o Adeus que não Quero



Distraí-me quando sorriste
Perdi-me no teu jeito meigo
Nas melodias das tuas aventuras 
E depois de sossegar o entusiasmo 
Fui dominado, sem eu querer, pelo silêncio 
Fechado, só, na esquadria da esplanada 

E tudo o que queria era a ti
Entre uma aventura ou um só passeio
Perdi-me
No meu desejo altaneiro 
Entre estradas e caminhos 
Todas as curvas e contra curvas 
Nos cruzamentos das ruas

Dos encontros aos desencontros 
Dos segundos que ficaram dias
Nesta esplanada fechada
Deixei-te ir
Em meu envergonhado sorrir
Aos teus lugares distantes
Para tu seres feliz. 

domingo, 12 de junho de 2022

Um Dia, Na Esplanada



"Nunca mais te falarei!"
Disse - ele - todo convencido em certeza fácil,
entre um refresco e a sombra agradável
numa esplanada à beira do rio.
Parecia - a ele - um discurso ágil,
adequado ao calor sentido e o momento inevitável,
a facilidade dessas três palavras
tão simples e imediatas da mensagem
que não podiam resultar em engano.
Estava - ele - convencido que tinha essa blindagem.
Cedo apercebeu-se, a bebida aqueceu
e a ausência, prematura, do calor,
esse discurso ágil era mentira indesejada,
arrastada, da esplanada, pelo rio em corrente.
Quando - ele - da sua ausência se fez sentir
e que a razão no engano o fez cair,
nunca mais voltou à esplanada,
nem a esse rio.
Para evitar ouvir:
"Nunca mais te falarei".

Poema em Destaque

Opinião da Dana

Os sonhos emigraram À boleia de pássaros aventureiros E um jardim, de esplanadas Sem ninguém, florido Impera o silêncio de breves conversas 

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