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Silêncio, Ruído, Sossego, Euforia

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Photo by Jessica Furtney on Unsplash O silêncio não cala nem o rio lento sereno tem a força de uma mordaça para silenciar o tormento, o impulso que domina a alma. O ruído não anima nem o mar apressado revoltado tem o som suficiente para parar e terminar a inquietude de pensar que doce é o beijo então dado. O sossego não acalma nem a cela de clausura, espaço entroncado de nenhuma liberdade, consegue que a vontade fique segura de lutar contra a saudade. A euforia não inebria no meio da psicadélica discoteca com tanto estético movimento não espanta no passo de dança tudo o que alonga a distância.

De[]Pressão

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No vácuo do pensamento em nós Atados laços emaranhados Essas horas áridas em deserto sem oásis Na exaustão do caminho entre dunas enormes Perdidos em desencontros dos nossos dias Desenham-se ilusões em grãos de areia E perdem-se promessas entoadas Fica a sede por saciar Em passos cada vez mais pesados

Fardo

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Photo by Alexander Krivitskiy on Unsplash Se eu pudesse falar Dizer O que vai em mim Sem que seja pesado fardo Para ti Soltar esta vaidade De estar apaixonado Libertar Dessa morfina Da distância do sonho Mas que não seja fardo Para ti Carrego eu Só eu Auxiliado por um receio Todos os gritos De desejo Dizer Só para mim Acorrenta-me, em Mosteiro O silêncio O delírio da ilusão E eu combato Este exército miudinho Desde as entranhas Dominadas E não te tiro de mim Calado fico Para ti O fardo seja meu Porque assim eu quis 

O Quarto...Espaço tão Curto, Pequeno, Ausente

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Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash Não entendo a utilidade de uma cadeira num quarto sem luz, vazio, sem espaço de sala, nem uma mesa. É só um corpo, absorto em silêncio quando a solidão não precisa de companhia. Não é só um instante! Agora é que me detenho neste espaço que me livra de navegar à bolina e sem esforço, assim descanso tão atento, introspectivo no silêncio que nem um surdo traduz mas percebe que a ausência é morfina para o serpentear de procurar, sempre em sobressalto o que havia de compreender do silêncio tão incauto, tão prematuro! Como é espaço sem luz, não tem janela torna inútil a visão, porque com ela perco-me no tremor de te voltar a ver e sem me deter correr, correr e correr Para esses braços que um dia derrubaram o muro, alargaram este curto quarto, abriram a janela.