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domingo, 31 de maio de 2026

Opinião da Dana



Os sonhos emigraram
À boleia de pássaros aventureiros
E um jardim, de esplanadas
Sem ninguém, florido
Impera o silêncio de breves conversas 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Silêncio, Ruído, Sossego, Euforia

Photo by Jessica Furtney on Unsplash


O silêncio não cala
nem o rio lento sereno
tem a força de uma mordaça
para silenciar o tormento,
o impulso que domina a alma.

O ruído não anima
nem o mar apressado revoltado
tem o som suficiente para parar
e terminar a inquietude de pensar
que doce é o beijo então dado.

O sossego não acalma
nem a cela de clausura,
espaço entroncado de nenhuma liberdade,
consegue que a vontade fique segura
de lutar contra a saudade.

A euforia não inebria
no meio da psicadélica discoteca
com tanto estético movimento
não espanta no passo de dança
tudo o que alonga a distância.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

De[]Pressão



No vácuo do pensamento em nós
Atados laços emaranhados
Essas horas áridas em deserto sem oásis
Na exaustão do caminho entre dunas enormes
Perdidos em desencontros dos nossos dias
Desenham-se ilusões em grãos de areia
E perdem-se promessas entoadas
Fica a sede por saciar
Em passos cada vez mais pesados

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Fardo

Photo by Alexander Krivitskiy on Unsplash


Se eu pudesse falar
Dizer
O que vai em mim
Sem que seja pesado fardo
Para ti
Soltar esta vaidade
De estar apaixonado
Libertar
Dessa morfina
Da distância do sonho
Mas que não seja fardo
Para ti
Carrego eu
Só eu
Auxiliado por um receio
Todos os gritos
De desejo
Dizer
Só para mim
Acorrenta-me, em Mosteiro
O silêncio
O delírio da ilusão
E eu combato
Este exército miudinho
Desde as entranhas
Dominadas
E não te tiro de mim
Calado fico
Para ti
O fardo seja meu
Porque assim eu quis 

domingo, 1 de maio de 2022

O Quarto...Espaço tão Curto, Pequeno, Ausente

Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash


Não entendo a utilidade de uma cadeira
num quarto sem luz, vazio,
sem espaço de sala, nem uma mesa.
É só um corpo, absorto em silêncio
quando a solidão não precisa de companhia.

Não é só um instante!

Agora é que me detenho neste espaço
que me livra de navegar à bolina
e sem esforço, assim descanso
tão atento, introspectivo
no silêncio que nem um surdo traduz
mas percebe que a ausência é morfina
para o serpentear de procurar,
sempre em sobressalto
o que havia de compreender do silêncio
tão incauto, tão prematuro!

Como é espaço sem luz, não tem janela
torna inútil a visão, porque com ela
perco-me
no tremor de te voltar a ver
e sem me deter
correr, correr e correr
Para esses braços que um dia derrubaram o muro,
alargaram este curto quarto, abriram a janela.

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