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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Silêncio, Ruído, Sossego, Euforia

Photo by Jessica Furtney on Unsplash


O silêncio não cala
nem o rio lento sereno
tem a força de uma mordaça
para silenciar o tormento,
o impulso que domina a alma.

O ruído não anima
nem o mar apressado revoltado
tem o som suficiente para parar
e terminar a inquietude de pensar
que doce é o beijo então dado.

O sossego não acalma
nem a cela de clausura,
espaço entroncado de nenhuma liberdade,
consegue que a vontade fique segura
de lutar contra a saudade.

A euforia não inebria
no meio da psicadélica discoteca
com tanto estético movimento
não espanta no passo de dança
tudo o que alonga a distância.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Beira Rio



Sentei-me à beira rio
com o mar ainda distante
Crianças e pais em terna algazarra
É o Verão na serra
para quem o mar ainda não está
nos dias remediados
ao alcance
Água fresca do rio ainda jovem
e as crianças que correm
Vai um pulo, um mergulho
É um sossego
que o rio não tem ondas
e o mar, ainda distante
deixa os pais na sombra dos sonhos
Talvez uma viagem ou excursão
quando da horta não é preciso tratar
é toda uma vida, sempre a trabalhar
E à beira rio contemplei
todas as conversas sem delírio
o som apaziguador do rio que corre
que um dia encontrará
esse mar distante

terça-feira, 12 de abril de 2022

As Ondas da Praia


No desassossego dos dias
Do turbilhão das palavras
E dos gestos
Repouso no vasto de uma visão
Do ondular ao retorno
De constante movimento
Sem o ruído da multidão
Desespero no sossego de voltar
Aos passos calmos
Sem ser já necessário olhar
Por um abraço

Sentei-me
E observei que sempre
Regressa
Ao ponto de partida
Renovada
Devolvendo a mensagem
Que se paro, tudo pára
E se daqui não vejo
Tão pouco posso esperar
Que algum dia
Tenha alguém para amar

(© Todos os direitos reservados)

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Opinião da Dana

Os sonhos emigraram À boleia de pássaros aventureiros E um jardim, de esplanadas Sem ninguém, florido Impera o silêncio de breves conversas 

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