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Silêncio, Ruído, Sossego, Euforia

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Photo by Jessica Furtney on Unsplash O silêncio não cala nem o rio lento sereno tem a força de uma mordaça para silenciar o tormento, o impulso que domina a alma. O ruído não anima nem o mar apressado revoltado tem o som suficiente para parar e terminar a inquietude de pensar que doce é o beijo então dado. O sossego não acalma nem a cela de clausura, espaço entroncado de nenhuma liberdade, consegue que a vontade fique segura de lutar contra a saudade. A euforia não inebria no meio da psicadélica discoteca com tanto estético movimento não espanta no passo de dança tudo o que alonga a distância.

Beira Rio

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Sentei-me à beira rio com o mar ainda distante Crianças e pais em terna algazarra É o Verão na serra para quem o mar ainda não está nos dias remediados ao alcance Água fresca do rio ainda jovem e as crianças que correm Vai um pulo, um mergulho É um sossego que o rio não tem ondas e o mar, ainda distante deixa os pais na sombra dos sonhos Talvez uma viagem ou excursão quando da horta não é preciso tratar é toda uma vida, sempre a trabalhar E à beira rio contemplei todas as conversas sem delírio o som apaziguador do rio que corre que um dia encontrará esse mar distante

As Ondas da Praia

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No desassossego dos dias Do turbilhão das palavras E dos gestos Repouso no vasto de uma visão Do ondular ao retorno De constante movimento Sem o ruído da multidão Desespero no sossego de voltar Aos passos calmos Sem ser já necessário olhar Por um abraço Sentei-me E observei que sempre Regressa Ao ponto de partida Renovada Devolvendo a mensagem Que se paro, tudo pára E se daqui não vejo Tão pouco posso esperar Que algum dia Tenha alguém para amar (© Todos os direitos reservados)