terça-feira, 28 de abril de 2026

Sonho de Espanto



Enquanto atravesso a praça
Aliado com baluarte

Sossegado como em mar pouco navegado

Doce é o meu caminhar


Em calçada de luar

Faço-me atento nos poucos livros

Que tenho para escutar


Surge corpo nu

Um campo de mármore quente

De arestas proeminentes

Não era monumento


Tremi,

desprendi-me da ligeireza

Da firmeza de observar

A beleza colocada num altar


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