Funciona como um diário poético focado na introspeção, abordando temas como a efemeridade, dualidades, e a busca por sentido. Os poemas utilizam linguagem metafórica para explorar conflitos internos e o quotidiano, caracterizados por um estilo de "movimentos lentos" e observação deslumbrada.
A Visita... Autobiografia
Amante sem Par
Anacrónico ou Monocórdico?
O Trilho para Caminhar
Isolamento
Aos teus Olhos
Autobiografia... A Chuva
Filhas...
Discurso para a minha Consciência
Outono dos Amantes
Do espectro emotivo
Do dia nebuloso
Da noite serena
Chuvosa
O Outono do agasalho
Do coberto remendado
O crepitar da chama
Silêncio abafado
Pelo grito de quem ama
Agarrados ao tórrido chocolate
Olhar sem combate
Ouvir, emergir, sentir
A gota de chuva mansinha
O vento que vem despir
Um desejo que se advinha
Agora,
Noite de Outono,
de nova hora
Dois amantes sem dono
Entrospectivo
Emotivo
O Amor de Coimbra
Quando o Vampiro me sugar as capacidades
![]() |
| Bela Lugosi as Drácula - https://cinemaclassico.com/listas/10-fatos-sobre-bela-lugosi/ |
Não sei como me sinto
Não me apetece sorrir
Nem chorar
Nem estar parado
Quero ficar calado
E quero falar
Quero olhar
E estar de olhos cerrados
Quero soltar amarras
E ser prisioneiro
Quero dar o salto
Ou então ficar quieto
Não sei como me sinto
Se escreva
Ou rasgue o papel
Se me alimente
Ou jejue a minha alma
Se acelero o batimento
Ou mantenho a calma
Se carrego o meu peso
Ou liberto a mala
Hoje não sei como me sinto
Não sei se serei ser presente
Ou a entidade ausente
Não sei se sou quem te abrace
Ou aquele que te liberta
Se sou aquele que te anima
Ou quem te irrita
Perder o Verbo
Um simples rabisco
Uma letra imperceptível
Em forma de pingo de mel
Juntou-se mais uma letra
Riscada por caneta convencida
E, de repente, como um penetra
Saiu uma palavra desprotegida
Rasgada de incerteza
Ansiosa por um predicado
Que não mostrasse fraqueza
Ficou à espera, com algum cuidado
E agora? Lamentou...
Que a tinta acabou
Com o papel rasgado
Sem Verbo completado
Palavra sozinha,
Sem sentido
Amargurada por ter perdido
O Verbo para outra linha
Cair da folha, Rebentar da folha
A Viagem para ti
| Photo by mostafa meraji on Unsplash |
Contemplei o vasto céu
A longa distância da terra
Como meu grande troféu
Que do alto da imensidão azul
Apreciei o ondular da tua dança
O teu relevo corporal
Os raios dourados do teu ser imperial
Do meu amigo vento tive o impulso
Para percorrer serras, vales e planícies
E regressar à superfície
De um abraço que não quero expulso
Sim, muito mais caminharei
E muito mais farei
Para ter em ti
O amor que senti
Pois, enquanto Fenix que serei
Da esperança reforçada
Nem a distância apertada
Nasci... E o que sou?
Acreditei em todos, com uma coragem de agradar
Ingénuo, palerma, tolo
Fui perdendo companhias com a idade
E neste instante ouço
Cresce, sê livre, voa, corre
Como um leão na savana
Cria o teu novo reino, ergue uma nova torre
Se fosse assim tão fácil
Libertar das amarras das crenças
Renascer, criar e voltar a ser
uma nova oportunidade, um novo momento, uma vida
Olhar para a frente quando tanto caminho já percorri
Já estou cansado, esgotado, sendo certo que ainda não morri
Mas já gastei tanta sola,
já esfarrapei tanta calça
Agora que falta tão pouco,
nem que corra
Já não é suficiente , já não tenho tempo
Paro? Reduzo a caminhada?
Não!
Grita alguém com força
Nem que te volte a arrancar a ferros
Continua, esforça!
E num ápice, olho para cima
Contemplo-te, és tu
Quem sempre segurou a minha mão
Que comigo tanto caminhou
Continuas por cá?
Não vês que sim
Por ti e por mais alguém
É esse o meu propósito, a minha essência
A Tua Beleza...
Não olho para o chão
Não me interessa a cornucópia da calçada
Nem a beata pisada
Muito menos o caído tostão
Olho para cima
Procuro o teu rosto
O teu cabelo longo
A volúpia do teu corpo
Os teus lábios rubros
O sorriso de ouro
Para poder sonhar
Para poder acreditar
Que um dia, amanhã
Talvez será
O tempo para te contemplar
O momento para te abraçar
Desejo um Abraço Teu
Quando é que te abraço
Algum dia
Olhar o mar contigo
Num momento só nosso
Não importa a multidão
Sem mais ninguém
Só tu
O teu abraço
Um beijo de Verão
E tudo ficará bem
Quando é que te vejo
Um dia
Basta contemplar-te
Voltar a dizer olá
Um abraço imenso
Nas ondas da paixão
Confiantes do nosso mundo
Sentados num areal
Sem mais ninguém
Só tu
De novo o teu quente abraço
Um beijo salgado
Um oceano de amor
Cidade Encerrada
Imagem gerada por Adobe Firefly Fui questionando quem passava apressado para fazer o nem sei o quê o caminho de saída desta cidade procuro...
-
Foto de Nihal Demirci Erenay na Unsplash Pensei em te estender a mão e convidar-te a um abraço enquanto caminhávamos em passo lento No ent...
-
Foto: Nuno Laginhas Dobram os sinos Morreste! Capado em teu mau feitio odes ao negro e teu sobrenatural num instante riso envergonhado ...
-
Nesta cidade Farta, Forte, Fria, Fiel e Formosa Passa longe um rio Escondido entre montes e muros Um rio que farta Tanto olival, hortas e ga...











