sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Cair da folha, Rebentar da folha


Reúne-se tudo à minha volta
Com um espasmo de alívio
Com um desejo sentido
Mas um sopro de momento basta
Ficar só numa nudez desconfortante
Desconcertante, desafiante
Abandonar de vez o que tudo trazia à minha volta

Deixar fugir a cor que animava
A cor que tanto desafiava
Com uns pingos convencidos
E cópia de outros repetidos

Uns fogem
Outros não vêem
E outros se escondem
Já ninguém me quer

Mas numa luta abismal
Entre o breu e o raio dourado celestial
O azul profundo aparece
Como um abraço quente que enrijece
De novo o verde aparece
E tudo à volta torna a reunir
Para voltar a sentir, sorrir e compartir

Sem comentários:

Poema em Destaque

Natureza

Talvez me apeteça olhar para a natureza Só olhar e nem um pouco me mexer Ou abrir a boca para palavra dizer Só olhar a natureza No campo, na...

Poemas Populares