Trabalho cansado do Doutor Amado



Com a dependência que se vive
não há dia que não se sacrifique

De instante a instantes de mão estendida

Antes que servir à mesa, que é vida perdida

Que vergonha de laborar não vem remediar
Doutor que não verga não tem comida na panela 

Antes a humildade do cu do Santo Beijar
Que trabalhar com vigor faz suar

À mesa servido por pobre iludido

Rapa travessa, seca adega

Todo o trabalho é honrado, 
até o que é alcançado com um abraço 

Só não trabalha a quem as costas dói
de repetida vénia para o cu do Santo Beijar

O pobre não se queixa
que nem tempo tem para o Santo cumprimentar

Trabalho cansado
Do Doutor Amado
Que todos os dias vai rezar
Ao Santo que está no altar

Cidade Encerrada

  Imagem gerada por Adobe Firefly Fui questionando quem passava apressado para fazer o nem sei o quê o caminho de saída desta cidade procuro...